Tratamento psicanalítico

resistencia do bem psicanalistaNo tratamento psicanalítico, em uma sessão de análise, logo de início se faz um contrato verbal. O analista deixa o paciente a vontade para falar o que lhe vem à mente, prestando atenção em cada detalhe do cliente.

Contra Indicações

Existem algumas contra indicações para o Tratamento Psicanalítico, são elas:

  1. Fator idade: É necessário que o paciente tenha idade suficiente para conseguir entender o que está sendo proposto em análise e dessa forma contribua para o processo terapêutico. Da mesma forma uma pessoa senil que não compreende as coisas, por causa de alguma enfermidade, não poderá fazer análise, pois não tem como colaborar com o analista.
  2. Fator inteligência: Pessoas que não conseguem compreender, que tem problemas mentais etc. Ou ao contrário, pessoas que acham que sabem demais, que não precisam ser analisadas, esse tipo de “inteligência” também é um fator contrário.
  3. Fatores circunstanciais: São os suicidas, drogadictos, familiares e amigos. No caso de suicidas e drogadictos o recomendado é psicoterapia de apoio.
  4. Transtorno da personalidade antissocial: São pessoas agressivas.
  5. Fator Econômico: Pessoas que não podem pagar pela consulta.
  6. Fator tempo: É o analista que faz o horário do paciente.
  7. Fator intimidade: O psicanalista não atende vizinhos, amigos, parentes, e parentes de pacientes.
  8. Fatores clínicos de contra indicação: A psicanálise estaria contraindicada nas psicoses puras, nos tipos de caráter psicótico ou nas psicopatias severas (ex: assassino, serial killer).

Objetivo de Ouvir

No tratamento psicanalítico, o objetivo do analista é investigar o que está por trás da fala do paciente, relacionar o passado com o presente, o consciente com o inconsciente e tentar passar para o paciente algum material daquilo tudo que veio a tona que vá ajuda-lo de forma construtiva a encontrar a cura para os seus traumas.

Aliança de trabalho

Freud (1913/1986) considera que o primeiro passo que um terapeuta deve dar ao iniciar uma análise, é estabelecer um rapport (relação de empatia) com o paciente. Dessa forma o terapeuta estabelece um “acordo” com o paciente. Tanto o terapeuta como o paciente tem condições de compreender o tratamento proposto e a cura.

Resistência

resistencia do bem psicanalistaO termo “resistência” é tudo o que se opõe ao acesso do analisando ao inconsciente, criando obstáculos e dificultando assim a atuação do analista no tratamento psicanalítico.

Existem três tipos de resistência: Do Id, do Ego e do Superego

1. Do ego – “O ego é a fonte de três, cada uma diferindo em sua natureza dinâmica”. São elas: a resistência da repressão, a resistência da transferência – que estabelece uma relação com a situação analítica, reanimando assim uma repressão que deve somente ser relembrada – e a resistência originada do “ganho proveniente da doença” baseada numa “assimilação do sintoma no ego”.

1.1 Resistência da Repressão: Entendida como sendo a necessidade do paciente de defender-se contra impulsos, recordações e sentimentos que, ao tornar-se conscientes trariam sofrimentos. Essa resistência representa um reflexo do chamado ganho primário da doença neurótica, tendo em vista que os sintomas neuróticos podem ser considerados como recursos de autoproteção.

1.2 Resistência da Transferência: Essencialmente semelhante à resistência da repressão, possui a especial qualidade de, ao mesmo tempo em que a exprime, também refletir a luta contra impulsos infantis que, sob forma direta ou modificada, emergiram em relação à pessoa do analista.

1.3 De ganho secundário: Esses ganhos secundários oriundos dos sintomas são bem conhecidos sob a forma de vantagens e gratificações obtidas da condição de estar doente e de ser cuidado ou ser objeto do compadecimento dos outros, ou sob a forma de gratificação de impulsos agressivos vingativos para com aqueles que são obrigados a compartilhar o sofrimento do paciente.  Outra forma de ganho secundário, pode ser de tendências masoquistas ocultas.

2. Do Id – Resistência que necessita de elaboração. Provém da compulsão a repetição e possui uma tendência a manipular os impulsos instintuais contra o desligamento dos seus objetos anteriores e suas formas de descarga.

3. Do Superego – resistência enraizada no sentimento de culpa do paciente ou na sua necessidade de punição. Freud considerava a “resistência do superego” como sendo a mais difícil de o analista discernir e abordar. Ela reflete a ação de um “sentimento inconsciente de culpa” e é responsável pela reação aparentemente contrária do paciente a todo passo que, no trabalho analítico, representa a materialização de um ou outro impulso de que vão se defendendo pressionados pela sua consciência moral.

Os fenômenos da resistência são considerados mecanismos de defesa do paciente e não apenas mecanismos da repressão. Esses mecanismos são postos em ação nas situações de perigo, principalmente aquelas que aparecem quando os desejos sexuais ou agressivos tentam expressar-se livremente na consciência ou no comportamento.

Transferência e Contratransferência

No tratamento psicanalítico, a transferência é a transposição ou o deslocamento do objeto interno para a figura do analista, isto é, o paciente transfere para o analista o mesmo sentimento que tinha por seus pais, por exemplo.

Isso compreende tanto atitudes positivas quanto atitudes negativas. O fator transferencial é ambivalente e pode ocorrer também do psicanalista para o paciente, nesse caso, o ideal é que o paciente seja encaminhado para outro analista. Toda a transferência fornece material para análise e deve ser trabalhada até que o paciente encontre as respostas que procura.

Insigth e Elaboração

No tratamento psicanalítico, o insigth é a aquisição do conhecimento da própria realidade psíquica, ele acontece fora do setting quando o paciente está descontraído, fazendo suas tarefas diárias e de repente se dá conta que encontrou a resposta ou a cura para algum trauma ou sofrimento que tanto o atormentava. É uma autodescoberta carregada de emoções.

Para que aconteça o insigth é necessário que haja uma elaboração, uma análise exaustiva dos conflitos, uma retrospectiva dos acontecimentos.

Fale comigo sobre isso, agende tua consulta.

Fernanda Freitas
Psicanalista Clínica e Grafóloga
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(19)99675-3901

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